Indy Ribeiro

@indyribeirooficial

Homenagem ao Trio Sabiá - Martinha Roots 4.2 (2019)

A história começa antes mesmo do trio ser registrado, em São Paulo. Os três componentes decidiram o nome: Os filhos da Bahia. Quando Tio Joca foi à gravadora buscar o disco, foi surpreendido!

 

Alteraram o nome escolhido!

 

Alegaram que era pra evitar o regionalismo. Acabaram gostando da novidade.


Deixa ver se me lembro. O registro foi em 1985, 07 de dezembro.

 

No ano seguinte, a alegria foi tão gigante, que eles lançaram o primeiro LP, Maria Grande!

 

Tio Joca, Pilão e Roxinho, primeira formação, talvez nem imaginassem que iriam percorrer este mundão.

 

Passaram pela jornada Tião e Aluísio Cruz.

 

Ah, vai brincando! Aluísio, tio Joca e Zito seguiram juntos, por 21 anos!

 

Em 2014, entrou Lucas, para tocar com Tio Joca e Zito. Formação atual, nada mal!

 

Vamos conhecer mais de pertinho.

 

Geraldo Lucas da Silva desde muito jovem descobriu suas atividades artísticas. Do Sertão Nordestino, de lá da Paraíba veio este menino. Do triângulo, é um verdadeiro tocador. Além disso, é cantor e compositor. E parece que o povo gostou de ver o “homi” cantar. Já gravou 4 CD’s com Trio Sabiá.

 

Agora eu vou revelar segredos de um pernambucano, José Bezerra de Menezes Filho, conhecido como ZITO. Veio de uma família de talento incrível! É cantor, compositor, percussionista e Luthier. Se não sabe o que é Luthier, eu conto agora pra você. É quem mete a mão na massa, faz manutenção, criação de instrumentos. O moço é especialista em criar zabumba e toca até coração, com sentimento!

 

Agora eu sigo, apresentando ele, ele que está desde o princípio do Trio. João Oliveira de Almeida. Sanfoneiro, compositor. Pense num cabra que toca. É ele: Tio Joca.

 

Nasceu em Canudos, aqui na Bahia – pra mim, motivo de enorme alegria. Baiano, pura poesia! Família de artista, seu pai era afinador de sanfona e sanfoneiro. Na região, foi pioneiro. Uma curiosidade é que o fundador do primeiro forró de São Paulo, foi seu irmão, Pedro Sertanejo.

 

Como nós já vimos, arte aqui flui com asas enormes, passa entre as gerações de maneira forte, pulsa no sangue, voa tão leve, pousa nos acordes que o corpo pede!

 

Coisas de ave.

 

Aí eu te convido pra um embalo suave, para algumas coisas desejar.

 

Voa voa, passarinho,

Eu não vou te engaiolar,

Pode aqui fazer seu ninho

Fique livre pra voar

À este mundo 

Os teu encantos

Em todo o canto vá espalhar

Quero ver o céu azul

Com o seu canto a enfeitar

Afinal, quem é que não quer ouvir o canto do Sabiá?

 

 

Indy Ribeiro
Maio/ 2018
Ilhéus, Bahia